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07.04.2017

Unidades Básicas de Saúde farão mobilização de combate ao Aedes

iniciativa faz parte das ações do Dia Mundial da Saúde. Profissionais do SUS vão eliminar focos do mosquito nas UBS e orientar a população.

No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta sexta-feira (7), a comemoração é pela luta contra o Aedes aegypti.  As 41.688 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país vão realizar uma vistoria para identificar criadouros e incentivar toda a população no combate ao mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya. A medida faz parte da campanha “Sexta-feira sem mosquito”, organizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com o CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde). A ação será feita dentro das UBS com o auxílio dos profissionais de saúde. A pasta pretende difundir as ações de enfrentamento ao inseto, uma vez que as unidades de saúde estão presentes em todo Brasil e possuem mais de 39 mil equipes de saúde da família atuando na assistência.

Os profissionais de saúde vão verificar a presença de focos do Aedes em vasos de plantas, jardins, bueiros e ralos, por exemplo, eliminando possíveis criadouros nas unidades. Além disso, os profissionais também vão convidar a comunidade presente para receber orientações sobre prevenção, com dicas de como eliminar os focos, fazer descarte correto do lixo, entre outras medidas. A ideia é que, a partir da informação que se recebe UBS, toda a sociedade seja orientada sobre como agir para enfrentar o mosquito, em uma ação continuada.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, é importante a continuidade das mobilizações, uma vez que todos são responsáveis por essa luta. “É preciso criar o hábito de toda sexta-feira fazer uma vistoria no seu imóvel e nas redondezas, o que pode incluir também o local de trabalho. Se cada cidadão fizer a sua parte, evitando água parada e descoberta em locais que possam servir de criadouros, juntos estaremos realizando um grande mutirão semanal de limpeza em todo o país”, afirma o ministro.

CAMPANHA – A campanha do Ministério da Saúde, de conscientização para o combate ao mosquito, chama a atenção para as consequências das doenças causadas pela chikungunya, Zika e dengue, além da importância de eliminar os focos do Aedes. “Um simples mosquito pode marcar uma vida. Um simples gesto pode salvar” alerta a campanha, que está sendo veiculada em TV, rádio, internet, redes sociais e mobiliários urbanos (ponto de ônibus e outdoor). A ideia é sensibilizar as pessoas para que percebam que é muito melhor cuidar do foco do mosquito do que sofrer as consequências da omissão.

Além disso, desde o ano passado, o Ministério da Saúde propõe a “Sexta-feira sem mosquito”, uma mobilização de toda a população para combater os focos do Aedes aegypti, eliminando todos os lugares que possam servir como criadouro para larvas. Um dia da semana é reservado para uma vistoria nas casas, ambientes de trabalho, escolas, entre outros. Tampar os grandes depósitos de água, cobrir piscinas, manter os ambientes limpos removendo o lixo e limpar com bucha as laterais e bordas de recipientes com água, como os vasos de planta, são medidas simples que evitam a proliferação do mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya.

REDUÇÃO DE CASOS – Todas as ações realizadas pelo Governo Federal em parceria com estados e municípios resultaram na queda expressiva nos casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Em 2017, até 25 de março, foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 97%, passando de 411 em 2016 para 11 em 2017.

Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 73%. Até 11 de março, foram registrados 26.856 casos da febre, o que representa uma taxa de incidência de 13,0 casos para cada 100 mil habitantes. No ano passado, foram registrados 101.633 casos neste mesmo período.

Também até 25 de março, o Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). A incidência passou de 69,2 em 2016 para 2,4 neste ano. A análise da taxa de casos prováveis mostra uma baixa incidência em todas as regiões geográficas até o momento. Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

CONTROLE NACIONAL – Em 2015, foi criada a Sala Nacional de Coordenação e Controle, além de 27 Salas Estaduais e 2.029 Salas Municipais, com o objetivo de gerenciar e monitorar as iniciativas de mobilização e combate ao vetor, bem como a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. A Sala Nacional é coordenada pelo Ministério da Saúde e conta com a presença dos integrantes de outras oito pastas federais.

Cabe a esse grupo definir diretrizes para intensificar a mobilização e o combate ao mosquito Aedes aegypti em todo território nacional, além de consolidar e divulgar informações sobre as ações e os resultados obtidos. Também faz parte das diretrizes, coordenar as ações dos órgãos federais, como a disponibilização de recursos humanos, insumos, equipamentos e apoio técnico e logístico, em articulação com órgãos estaduais, distritais, municipais e entes privados envolvidos.